terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O poder das crianças

Vale a pena conferir este video.
Indentificar o quanto é forte o poder das crianças.
Lamentar a perda da curiosidade humana com o passar dos anos.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Uma pausa

Hoje ainda estou trabalhando, mas à noite vou com o Tio Rô passar uns dias em Maceió, Alagoas. Voltamos na terça. Mamãe Kátia já viajou para lá com a Vovó há alguns anos. Um dia ela te mostra as fotos, meu afilhado.


Vamos dar uma respirada. Portanto, o blog passará por uma pequena pausa nos próximos dias, certo? Afinal, se tiver de escolher entre mergulhar na praia de Maragogi ou postar alguma mensagem sobre o meninão, a primeira será a pedida, não é?


Conto com a compreensão de vocês e também com o acerto de algumas promessas ainda não cumpridas de envioo de fotos. rs. Papai, mamãe: me passem informações. Tenho certeza de que o meninão já está aprontando alguma coisa que não estamos sabendo...  

bjinhos!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Gladiador

O Matheo anda ligadão na Coisinha. Monitora seus passos dentro do apartamento, puxa o pelo dela, interage. Ontem, a mamãe foi além e deu para o meninão a guia que fica presa na coleira para ele. Foi uma festa, ela contou. Matheo segurou firme nas “rédeas” e a Coisinha foi puxando o carrinho com ele dentro. “Era quase um gladiador de briga romano”, descreveu Kátia.




Saindo dessa imagem inusitada, é preciso saber que o tchutchuco anda babando demais. Mamãe acha que isso é reflexo dos dentinhos, que estão vindo mais ainda não apareceram de fato. ‘Benzadeus’, ela contou que esta semana tem MAIS uma sequência de vacinas... ninguém merece... Mas Matheo não se abate: anda risonho que só, disse a Kátia. Principalmente quando papai e mamãe brincam com ele.

Um primeiro ato de rebeldia também anda se repetindo, ela contou. Matheo deu agora para arrancar a fralda. Mamãe descreveu essas coisinhas para a gente direto do plantão. “Não dormi a noite toda, tenho dias de sobreaviso e exames, estava de plantão ontem no Rio e estou cansada. Pedi transferência pra Resende e vou ver se mudo algumas coisas em 2 ou 3 meses pra ver se a coisa melhora.”

Desejamos Boa Sorte!

Pum

Lambança. É isso o que meu afilhado anda fazendo ultimamente. Mamãe contou que ele anda um bagunceiro com as papinhas. Cada vez, ela oferece um sabor novo e, assim, as reações são as mais diversas. Bom, a conseqüência são as “alterações intestinais”. Leia-se, segundo a Kátia, intestino mais preso, mais solto, mais pum, mais cólicas, essas coisas...



Ah, com essa história, até me lembrei de uma musiquinha infantil do nosso tempo, de autoria do “poetinha” Vinícius de Moraes em parceria com Toquinho e Bacalov:


Estou vivo mas não tenho corpo

Por isso é que não tenho forma

Peso eu também não tenho

Não tenho cor

Quando sou fraco

Me chamo brisa

E se assobio

Isso é comum

Quando sou forte

Me chamo vento

Quando sou cheiro

Me chamo pum!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Assobio

Era um dia de primavera no Hemisfério Norte. O céu estava claro e o clima ameno naquela cidadezinha às margens do Tejo. A família toda reunida em Alferrarede para o batizado. Ela tinha quatro anos; era praticamente uma moça já. A demora em torná-la uma cristã oficial se deu porque naquela época não se pagavam viagens aéreas em 10 vezes no cartão de crédito e nem a concorrência entre as empresas era tão grande no mundo, o que hoje baixa os preços e gera promoções relâmpago. Avião ainda era coisa para poucos.

Assim, até se juntar uns trocados para levar toda a família para Portugal demorou um pouco. Mas seus pais faziam questão que os padrinhos da menina fossem velhos amigos da África: Otília e Júlio. E assim foi. Otília falava pelos cotovelos, e não era por conta do batismo, não. Era natural. Era dela. E no português de Portugal tornava quase indecifráveis suas palavras às meninas do Brasil ainda pequenas. Júlio, uma simpatia. Cara de bom moço. Jeito de bom moço. Bom moço.

Enfim, as meninas estavam de vestidos claros, com chapéu de tecido à lá anos 20. Não me lembro bem da igreja em si, mas é muito forte em minha memória a imagem dos jardins pelos quais passeei antes e depois da celebração. Não sei se eram jardins da própria igreja, de uma praça perto. Alguma coisa assim. Recordo que havia até uma pequena ponte japonesa, daquelas pintadas por Monet.

A família toda reunida, seria mais um batizado. Mais uma cerimônia religiosa comum. Não fosse pelo fato de o padre ser cortado algumas vezes em sua celebração da missa porque a ainda pagãzinha o interrompia. E com assobios. A menina não parava de assobiar. Ela tinha aprendido fazia pouco a artimanha e foi assim que resolveu entrar na igreja: assobiando.

Ah, o nome da menina é Kátia.